Quebradeira de Coco do MIQCB realizarão ato contra violência dia 17 em São João do Arraial

Francisca Nascimento, Coordenadora Geral das Quebradeiras de Coco do Brasil

A cidade de São João do Arraial distante 213km, ao norte da capital Teresina na Região dos Cocais será palco de um ato solidário organizado pelo Movimento da Interestadual da Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) contra à violência a mulher do campo, principalmente à Mulher Quebradeira de Coco Babaçu nos Estados do Piauí, Pará, Tocantins e Maranhão.

Já confirmaram presença o Conselho Territorial, Contag, Comissão de Direitos Humanos da OAB/PI e a Secretaria de Planejamento do Governo do Estado, também confirmaram presenças cerca de 15 instituições entre Associações, Federações, Sindicatos, Instituições Não Governamentais e Governamentais e a lista de presenças continua crescendo.

O protesto será também contra os conflitos pelo território que têm como principais vítimas; os povos e comunidades tradicionais. O último atentado foi contra a vida da coordenadora geral do Movimento das Quebradeiras de Coco do Brasil, Francisca Nascimento, que reside com sua família na Comunidade Rural Chapada Sindá no Município de São João do Arraial.

Sobre a violência sofrida pela coordenadora das quebradeiras de coco babaçu!

No dia 03 de março, Francisca Nascimento, foi abordada por uma vizinha (que nunca concordou com as ações do MIQCB). Ela parou a coordenadora geral do em frente a sua casa questionando-a sobre um pagamento de uma cerca, retirada durante mutirão comunitário para que mais de 20 comunidades tivessem acesso ao açude Santa Rosa. Francisca informou que a decisão foi tomada pela comunidade e que qualquer dano fosse cobrado na Justiça. O esposo da vizinha surpreendeu Francisca, vindo por trás e armado com uma faca. Francisca se defendeu como pôde e conseguiu se desvencilhar e fugir com a sua irmã, na garupa da moto.

As ameaças começaram ano passado, quando a comunidade (maioria de quebradeiras de coco babaçu) se organizou e reconstruiu uma fonte natural de água: o açude Santa Rosa, destruído pelo próprio fazendeiro. A quantidade de pessoas no mutirão comunitário não intimidou um casal (moradores da região e orientados pelo que se diz dono da terra) de permanecerem no local da reconstrução ameaçando várias vezes o grupo. Na ocasião, o açude foi totalmente reconstruído e após cheio atenderá mais de 20 comunidades. A CF de 1988 garante a preservação do modo de vida e acesso aos meios de proteção e defesa de seus direitos étnicos e territoriais. A permanência dessas famílias, a maioria quebradeiras de coco babaçu, nas comunidades da região dos Cocais, além da coragem e determinação, é a única maneira de usufruírem do bem viver.

Confira a programação ato Solidário

08h00 – Concentração na praça dos Cocais- Café solidário
09h00 – Mística de abertura
09h30 – Abertura oficial explicando o objetivo do Ato.
10h00 – Leitura da Carta denunciando violências na reunião
11h00 – Fala das autoridades presentes com encaminhamentos.



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