Encontro do PT nos dias 20 e 21, decidirá se partido participará ou não do chapão proporcional

Deputado Assis Carvalho, Presidente Regional do PT

O Partido dos Trabalhadores decidirá nos próximos dias 20 e 21 de junho em encontro da sigla, se dará ou não carta branca ao deputado federal Assis Carvalho, presidente regional do partido, autorização para declarar oficialmente se a agremiação aceitará ou não se coligar proporcionalmente com outros partidos da base governista, formando um chapão.

O encontro reunirá 250 delegados de todas as regiões do Piauí em Teresina nos dias 20 e 21 deste mês, para tomar a decisão, se sai com chapa pura ou proporcional. A chapa pura, ou seja, a que o partido saia sozinho na disputa por vagas proporcionais é hoje a tese mais aceita entra as principais lideranças do partido no Piauí.

O governador Wellington Dias, principal liderança do partido no Piauí, vem advogando a tese de que o PT tenha que buscar entendimentos e alianças com os demais partidos da base governista para formar um chapão proporcional. Porém, esta tese não é bem vista, uma vez que impede a sigla de ampliar o número de vagas nas cadeiras da ALEP.

Cálculos obtidos com bases nas votações das últimas eleições proporcionais no Piauí, dão de que com o chapão, o partido manterá as três vagas que já possui, ficando estacionado, e ainda, cedendo vaga para outros partidos. Na tese oposta, ou seja, com tese da chapa pura, o partido poderá dobrar de tamanho, pulando de 3 para 6 vagas de deputado estadual, aumentando assim a sua importância e representatividade.

Deputado Francisco Limma (PI), líder do governo estadual na ALEP

Wellington terá a difícil missão de fazer o partido desistir dessa ideia é seguir no “chapão” proporcional dos aliados. O líder do PT na Assembleia, deputado Francisco Limma, diz que a decisão do partido já foi tomada.
O governador Wellington Dias é o grande líder do PT, mas as decisões do partido são tomadas pela maioria. A opinião do governador vale, mas as decisões serão levadas em conta“, disse.

Outra assunto não menos polêmico que o partido terá que discutir, será a vaga da senadora Regina Sousa, atual detentora do mandato, que vem sendo disputada por vários partidos da base aliada do governador Wellington Dias e que o partido não abre mão.

Limma afirma que o partido também não abre mão da vaga da senadora. “Regina tem feito um bom trabalho. Tem ajudado o Piauí e defendido as minorias. O PT entende que não podemos abrir mão da vaga. Mas tudo é negociado“, destacou.



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