Wellington Dias (PT) lidera com 70,80% da preferencias dos piauienses na disputa pela reeleição


Não é difícil compreender por que o governador Wellington Dias (PT) é líder na disputa pela reeleição para o Governo do Estado, com 70,80% dos votos válidos, de acordo com pesquisa do Instituto Amostragem, encomendada pelo Grupo Meio Norte de Comunicação e divulgada nesta segunda-feira (19/02). A coluna arrisca dizer que Wellington Dias seria reeleito para o Governo do Estado no primeiro turno, caso as eleições fossem hoje, por conta dos seguintes fatos:

1-MINIMIZOU CRISE FINANCEIRA – A crise econômica rondou as portas de Wellington Dias mas uma boa gestão do secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles (o que tem de capacitado para a função, tem de avesso aos holofotes, o que mais ajuda do que atrapalha) e a contribuição de recursos federais intermediados pelo senador Ciro Nogueira, do Progressistas, que tem forte ligação nacional com o Planalto além de cargos chaves na administração federal, permitem que o governo petista tenha relativa tranquilidade quando se comparam as finanças piauienses com a de estados como o Rio de Janeiro, que vive verdadeira calamidade de atrasos de salário.

Os problemas com o pagamento atrasado de terceirizados e as greves são nuvens pesadas que rondam a estabilidade do Palácio de Karnak, mas ainda não causaram estragos.

2- CARISMA E LULA – A mais positiva memória recente que o piauiense tem sobre melhoria nas condições de vida vem do governo Lula que, por sinal, também lidera as pesquisas de intenção de votos para a presidência da República apesar dos problemas jurídicos que enfrenta. Wellington, ou Índio, como é apelidado, fez governos com alta aprovação da população na era Lula e tem uma imagem ligada a do petista sem, contudo, levar qualquer pecha de corrupto junto. Assim como Lula e até mesmo Bolsonaro (deputado federal e candidato que defende causas conservadoras), Wellington é carismático e isso conta muitos pontos.

3- OPOSIÇÃO DESORGANIZADA – A pulverização de candidatos da oposição e a desorganização dos nomes que se articulam em oposição à Wellington Dias apenas fortalecem o nome do petista. Afinal, o prefeito da capital Firmino Filho (PSDB) é próximo de Wellington e a esposa, Lucy Silveira, filiou-se ao Progressista, ou seja, vai fazer parte da base de apoio ao governador. Se Firmino, que é o nome mais forte da oposição, não faz críticas contundentes a Wellington, os que sobram apenas tentam formular uma candidatura há poucos meses do pleito, ao contrário de Dias, que tem ao seu lado a visibilidade decorrente do gerenciamento da máquina pública e do cargo de chefe do Executivo estadual por três vezes.

CIENTISTA POLÍTICO VÍTOR SANDES ANALISA PESQUISA

A pedido da coluna 8 ou 80, o cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí, Vitor Sandes, analisou a pesquisa Amostragem. Segundo ele, além de ser um governador tentando a reeleição (chamado “incumbent” na Ciência Política), o que potencializa as chance de vitória, o cenário político piauiense tem uma dinâmica muito específica, diferentemente da dinâmica política nacional.

“Além de ser uma liderança política com forte relação com os prefeitos do estado, Wellington Dias conseguiu se descolar do PT nacional e construir uma trajetória própria no Piauí. Somando isso ao fato de que os partidos de oposição não conseguem construir uma aliança oposicionista forte, Wellington continua a ser o favorito para as eleições deste ano”, argumenta.

Para o doutor em Ciência Política, no entanto, deve-se alertar que a existência de um porcentual relevante de indecisos e à própria dinâmica durante as eleições pode forçar um segundo turno. “O cenário pode mudar se realmente acontecer um fato novo que implique diretamente na candidatura dele. Mas se mantidas as condições constantes, a chance de vitória de W.Dias nas eleições é efetivamente grande”.
CENÁRIO DA PESQUISA AMOSTRAGEM

No cenário em que tem 70% dos votos válidos, Wellington Dias disputa com o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), acompanhado do deputado estadual Doutor Pessoa (PSD),de João Vicente Claudino e (sem partido), do presidente nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), João Henrique Sousa (MDB) ; do empresário Fábio Sérvio (PSL). Os votos válidos, excluem os eleitores indecisos e os que vão votar nulo ou em branco.

No cenário em que o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), é pelo deputado estadual Luciano Nunes (PSDB), Wellington Dias obtém 69,62% dos votos válidos. Em um terceiro cenário, em que Luciano Nunes e João Henrique Sousa não participam da disputa ao Governo do Estado, Wellington Dias 64,55% dos votos válidos.

No quarto cenário, Wellington Dias tem 69,92% dos votos válidos, sem a presença do prefeito Firmino Filho e de João Henrique Sousa. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 a 30 de janeiro deste ano, registrada, com o número PI-00411/2018, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 47 municípios do Piauí.

A pesquisa do Instituto Amostragem tem uma amostragem casual, para um nível de confiança de 95% este tamanho de amostra (1.137 eleitores) permite erro de até 2,85% para mais ou para menos.

NÚMEROS DA PESQUISA ESPONTÂNEA

O governador Wellington Dias obteve 24,8% das intenções de voto espontâneas para o Governo do Estado, quando os entrevistadores não apresentam ou estimulam nomes de candidatos para a escolha dos eleitores, segundo a pesquisa do Instituto Amostragem. O levantamento aponta que 63,94% dos eleitores piauienses não sabem e não opinam sobre as intenções de voto espontâneas e 8,81% dos eleitores querem votar nulo ou em branco.

Os índices dos demais pré-candidatos ao Governo do Estado são os seguintes: Doutor Pessoa (9,06%), Fábio Sérvio (12,66%), Firmino Filho (14,25%), João Henrique Sousa (8,43%), João Vicente Claudino (17,33%), Luciano Nunes (5,54%) e Wellington Dias (12,31%). Os eleitores que não sabem ou não querem opinar sobra a rejeição aos pré-candidatos a governador são 17,15%; os que querem votar nulo e branco são 4.13% e os que não rejeitam nenhum pré-candidato são 16,45%.



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